quinta-feira, 14 de julho de 2016

Um Luan mentiroso, ou como queiram...


 
 
Joios a Luan, pois o assunto daria uma bíblia escrita, tamanha é capacidade do Gremista de discutir o indiscutível e questionar o inquestionável, mas penso que seja mesmo apenas mais um simples caso de "vítima" daquele torcedor mais chato (ou velho corneteiro, pouco compreensivo, inquisidor, instinto defenestrador), senão vamos analisar as adjetiváveis desqualificações: soneca, displicente, perdedor de gols e etc...

Ora, puxa vida, até então com tantos defeitos assim parece estarmos falando de um atleta totalmente desqualificado e que provavelmente em nada contribui dentro de campo para a conquista dos resultados do seu time, e assim, portanto digno merecedor das tantas e severas críticas. Ora com tanta adjetivação negativa assim, fatalmente catalogaríamos como pereba pura, perna de pau. Mas não posso acreditar que tudo isso adjetive nada menos que um dos mais importantes jogadores que o "time Grêmio" tem hoje em seu plantel...

Pois bem, penso que o LUAN SEJA na verdade UM JOGADOR MENTIROSO: o garoto mente o tempo todo dentro de campo, é tão visível a mentira ao ver Luan jogar que às vezes até irrita, e é sobre essa irritação especificamente que aqui, me dirijo aos torcedores Gremistas, senão vejamos: como um jogador lento, soneca, displicente, com péssima capacidade de conclusão a gol, um garoto tão cheio de defeitos poderia cadenciar, carimbar e distribuir praticamente todo o jogo do time do meio para frente, e ainda quase sempre fazendo tudo isso com muita dedicação, calma, simplicidade e maestria, tendo ele ainda sobre si ainda uma estatística fenomenal onde sua margem de erro em fundamentos principais é extremamente baixa?

Mas por que Luan mente? Primeiro, mente porque não sabe mentir, por mais paradoxal que isso possa parecer... Mente porque não sabe fazer "o diferente" do simples; do trivial e do básico. Mente porque não tem o hábito de jogar "para a torcida", aliás, como muitos outros jogadores o fazem, até para não dizer a grande maioria. Enfim Luan mente porque assim foi determinado no futebol: será um mentiroso aquele jogador que não fizer a firula, que não sair do simples, que não extravasar quando a torcida exigir que extravase, e mesmo assim ser considerado um fora de série, este será um mentiroso clássico, pois fugirá dos princípios básicos normalmente exigidos pelo torcedor. Dito isso, temos hoje no Grêmio um garoto que joga sem invenção; "sem firula", um futebol tático e simples, mas justamente por assim ser, é considerado por muitos um jogador insuficiente para o Grêmio e claro, gerando sempre aquela irritação clássica, vindo principalmente daqueles torcedores já acostumados com o velho futebol clichê, ou com aquele futebol jogado como se dentro de uma vitrine. Mas não se culpe ninguém, na esfera futebol somos todos torcedores e, portanto todos "corneteiros".

Por fim lembro-me de ter conhecido outro grande "soneca" no futebol brasileiro, um jogador quase sempre genial, mas sempre questionado pelo seu jeito dorminhoco e molenga de ser, claro até que definitivamente "nos acostumamos", aceitando-o do jeito que era "sonecão", até que o mesmo passou a destaque e protagonista dos times dentro de campo (coisa que uma boa parte dos torcedores nunca duvidou que acontecesse)... Alex "cabeça de lâmpada", já consagrado pelo mundo, conseguiu definitivamente convencer do seu futebol aqueles últimos críticos chatos, quando em 2003, sob o comando de Wanderlei Luxemburgo no Cruzeiro, se sagrou campeão brasileiro, tendo ele Alex, sido o principal jogador da equipe, o carimbador, a peça chave, o insubstituível daquele que podemos certamente catalogar como um "time fantástico".

Saudações Tricolores

Edu Carlos Feijó
Gremista
 
 
 
 
 
 
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quinta-feira, 12 de maio de 2016

A COMPLEXA ESCOLHA DOS HOMENS DO FUTEBOL E COMO VEJO OS ESCOLHIDOS

Coluna do Carlos Josias: Diretor Jurídico do Grêmio 93/98, Conselheiro 94/2010 e Vice-Presidente 2005/07











Está no nome, Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. Somos um clube de Futebol, não de regatas, ou seja, lá que outra modalidade esportiva, o futebol não só está gravado na denominação como é o objetivo e única motivação da existência do clube.
 
Em qualquer clube do mundo a escolha dos homens que formarão o Departamento de Futebol é polêmica - no Brasil mais do que no resto do planeta e no RS ainda mais. Nunca haverá um nome que agrade a todos, conselheiros, dirigentes e ex, torcida, imprensa. Imaginem três nomes. Some-se a isto um clube que vem de longo jejum no regional, 6 anos, e competições nacionais, 15, sem contar América e a Copa maior. Bem, aí temos todos os ingredientes para uma impossibilidade total de convergência. Não encontro um nome sequer que pudesse satisfazer este conjunto de interessados: conselheiros, dirigentes e ex, torcida e imprensa. E com três a possibilidade de discordância multiplica-se pelo mesmo algarismo. Inescondível o dilema de quem tem que escolher. E a tarefa cumpre mais ao Presidente do que ao próprio CA, mas também é encargo dele. Agora imaginem 7 tendo que escolher e aprovar 3, maior a dificuldade e espinhosa.
 
Neste quadro surgem Alberto Guerra, Rolim e Dutra para um sofrido vestiário com a tarefa que muitos tentaram e não conseguiram - inclusive o próprio Guerra - qual seja, a de enfiar o Grêmio de novo no trilho das conquistas e enfrentar, nesta escalada, uma torcida exigente - pelas glórias do passado - impaciente - pelos fracassos do presente - um conselho inquieto pela divisão de grupos, uma oposição reclamante - às vezes com, noutras sem razão, o que é normal e cumpre sua tarefa - e uma direção que cada vez vê mais curta sua munição para convencer logo ali, daqui a alguns meses, o eleitorado que pode eleger os atuais governantes, ou não.
 
Que situação.
 
Isto, contudo, não me retira o direito, e o de nenhum Gremista, de opinar e avaliar tais escolhas.
 
Vejamos.
 
1. Qual o critério adotado para a escolha de Guerra ?
 
1.1. Só RB deve saber. Político não foi. Ele não é da gestão, não pertence a nenhum grupo - o último que esteve hoje é oposição. Técnico também não, ele já passou pelo cargo e foi apenas razoável, não foi espetacular. Como todos antes e depois dele, nada ganhou, ainda que tenha tido relativo sucesso mais pelo carisma de Renato Portaluppi junto ao torcedor do que por condução própria.
 
2. Rolim ? Excelente gestor, homem de administração genial, pouco entende de futebol e o próprio Guerra referiu-se a ele como homem de confiança e para trabalhos burocráticos. Não me surpreenderia que pelo talento que possui em organizar metas, acabasse no cargo executivo deixado por RC, não agora, exatamente, mas mais adiante. Não é de se esquecer de que Guerra levou RC.
 
3. Dutra ? Bem, situação curiosa. AVM saiu da VP para o Futebol, deu errado e voltou num ambiente de constrangimento a exercer a VP - dificilmente isto aconteceria hoje, RB está a léguas dos desentendimentos, como era do perfil de Odone. Mas é perigoso. No caso de Dutra ainda mais, porque como VP do CA ele é Patrão do VP do Futebol, e entra ali subordinado. Complicado. Em 2005 eu estava na VP do CA. Renato Moreira e Francisco Rocha Santos me procuraram para assumir o futebol. Fui categórico: faço o elo entre os homens do futebol e a Presidência, acompanho no vestiário, mas o cara do vestiário tem que ser outro. E devolvi a bola para Renato. Ele foi para o futebol e eu fiquei dando respaldo político. Funcionou. Fiquei ali 2005 e segui com Pelaipe até o final de 2007 - Renato saiu em 2006, ano terrível, eles tinham ganhado a LA e o Mundo - quando fomos à final da LA. Funcionou. Além de dois Gauchões - ultimo bi - saímos da 2ª - Batalha dos Aflitos - e voltamos a figurar entre os grandes na LA.
 
Dutra fazia um trabalho excelente no CA. O risco de destapar dois santos é grande, mas ele topou.
 
Em favor de todos, o Gremismo, que é obrigatório. A integridade e a honestidade, que hoje em dia é raridade. A coragem de recepcionar o Grêmio nestas condições ali no olho do furacão - não é para qualquer um, basta ver que Pacheco só entrou porque outro não foi encontrado.
 
No que me diz respeito, sobretudo à inesgotável esperança que todos Gremistas estão sempre possuídos e à mística da recordação: a primeira passagem de Felipão como nosso treinador foi medíocre, bem menos eficiente que a de Guerra no futebol. Na segunda, sabemos todos.
 
Amém. Que assim seja. Sorte aos homens do futebol. Numa coisa há convergência, tenho quase certeza: a torcida de todos.
 
Saudações tricolores
 
 
 


 
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sexta-feira, 6 de maio de 2016

SE NÃO MUDAR O CONCEITO NÃO ADIANTA MUDAR O PODER. OS GRUPOS SÃO UM MUSEU DE VELHAS NOVIDADES

Coluna do Carlos Josias: Diretor Jurídico do Grêmio 93/98, Conselheiro 94/2010 e Vice-Presidente 2005/07


 
 
 
 


Quando fora vai mal dentro não vai. Há quinze anos há revezamento no poder por grupos. Todos fracassaram com as suas fórmulas milagrosas que sempre são acenadas quando o outro está governando e fracassa. Sempre que uma situação começa a perder, o que já foi e perdeu entra em ação. O oportunista de hoje é o governo de amanhã. E assim caminha o clube.
É como jogador ruim, sempre o do banco é melhor.

Ocorre que os grupos que se revezam no poder são os mesmos, não muda nada, filosofia, nomes, nada. Para o lugar do RB hoje - ele até que foi uma novidade - tem os mesmos de sempre, os mesmos que já estiveram e não resolveram. São os burros da parábola da pastagem, um puxando para cada lado. Não miram o bem do clube miram o poder. Ai nada dá certo. Prova disto ? Pacheco. Sempre foi um serviçal, um segundo homem, inventado pelo Cacalo, que era excelente, ele funcionava muito bem. É como tu teres na tua empresa um funcionário carente de talento mas que faz serviços pequenos como ninguém e não te rouba, é de confiança. Pacheco, por ser aposentado, acaba arraigando simpatia porque tem tempo para se dedicar ao clube. Depois de 1998 quando acabou a era boa e ele dava certo assim, a maioria dos governos, a partir de Odone no final de 2007, passaram a usar de sua ´experiência` nada sábia e colocaram ele em lugares chaves, fracassou em todos, até no MKT ele teve, e no centenário, imaginem, um horror, se elogiava dizendo que vendia a marca Grêmio - esta marca meu cachorro vende. Atualmente vazou que teve a capacidade de dizer aos atletas numa roda de que tinham ciúmes dele pq era o dirigente que mais tinha viajado no clube ... pasmem. Que título. Amorfo e apático no cargo, sem iniciativa pq desprovido de talento, Pacheco foi engolido por Rui Costa que na verdade foi forçado a comandar diante da omissão do seu comandante. RC agiu por necessidade. Não pode dar certo. Estou citando o nome do Pacheco porque é o cara do futebol hoje, mas ele não está só. Em 2007 quando saí da dirigência ( fui diretor de  93/98 quando saiu nossa equipe e entrou Guerreiro, e voltei em 2005 ficando até 2007 - o Grêmio que conheci vitorioso acabou ali, de lá para cá só um Gauchão em 2010 com Duda ano em que sai do CD, diga-se de passagem ) eu vislumbrava um cenário futuro do tipo, Grêmio sem renovar dirigentes e vivendo do passado. Larguei ali, embora o determinante tenha sido o estado de senilidade do Odone que inventou Brito Presidente e ele queria ir para a Grêmio Empreendimentos ( a tal da empresa que negociou com a OAS e ai paro de falar sobre isto e o contrato Arena ). Deixei de dirigir e em 2010 fui pra casa larguei o CD.
De lá para cá fui exatos 3 jogos na ARENA.

Bem, o problema do Grêmio é que não se deu conta que para que o passe do Douglas dar certo e chegar no Bobô ou no Bolaños para que eles façam gol não começa num coletivo ou num treino.
Começa no vestiário. O gol começa a ser construído fora do gramado.

Não adianta mudar e revezar nomes. Tem que mudar e revezar conceitos.
Simples, indaguem a qualquer um que entenda de planejamento estratégico e ele te dirá:

1. Se o fulano é bom em futebol, coloca ele no futebol

2. Se o fulano é bom em MKT, coloque ele em MKT

3. Se o fulano é bom em finanças, coloque ele em finanças
.....

Não adianta por o cara bom de caixa no futebol e este na caixa, que podes contratar quem tu quiseres que dá errado. Foi-se o tempo que se tinha Pelé e Garrincha e que treinador e dirigente podiam dormir no treino e perguntar no fim do jogo de quanto ganhamos.
Os grupos têm de pensar mais no clube e menos no poder ao bom estilo grêmio literário de pátio de colégio. Prova do revezamento de Fracassados está no reaparecimento de Odone e Chitolina ( Pacheco não é pior do que este) e não duvidem que Chito comece a desfilar pelas rádios doutrinando sobre o ramo.

É isto abs
 
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quarta-feira, 20 de abril de 2016

OPINIÃO: GRÊMIO VENCE MESMO ACOMODADO



Grêmio precisou de 15 minutos para cumprir tabela, fazer a obrigação e vencer o Toluca por 1 a 0 na Arena. O estado letárgico que a equipe entrou no segundo tempo foi compreensível.
É inerente ao ser humano agir conforme o ambiente em que ele se encontra. Se ele é desfavorável, vai-se a luta por melhoras; mas se ele é “favorável”, acomoda-se. No futebol, não seria diferente. Assim, jogadores conscientes das suas responsabilidades como profissionais e representantes de um coletivo, muitas vezes se acomodam.
Pois este foi o Grêmio que venceu o Toluca do México por 1 a 0 ontem à noite na Arena.

Não pense que estou julgando os jogadores gremistas. Muito pelo contrário, entendo eles; e tenho a convicção de que a comissão técnica e a direção estão deixando a “corda esticada” no vestiário. Porém o estado letárgico que o time entrou depois que Luan fez uma bela assistência para Ramiro marcar de cabeça 1 a 0 para Grêmio, foi entediante.
Convenhamos: um time classificado, jogando em casa, contra um oponente desmobilizado, vislumbrando dois jogos decisivos pelo Gauchão; vai lá e aos 15 minutos marca o seu gol, controla o adversário e para o segundo tempo, vê o seu capitão não voltar por preservação: bingo! Lá se vai a concentração e a acomodação toma conta de todos.

Então pouco pode-se extrair da partida de ontem. Porém alguns fatos pontuais chamaram a atenção.
Primeiro, a volta de Marcelo Oliveira à titularidade mostrou mais uma vez que o jogador vive uma crise técnica e passa pela sua pior fase no Grêmio. Tem a confiança de Roger, mas o seu xará Hermes (que não é um craque), vive uma fase melhor e está merecendo um lugar entre os onze.

Depois, outro ponto tático que chamou a atenção foi a movimentação de Bobô. Não ouvi Roger explicando se foi orientação dele, mas Bobô caiu muito para os lados para fazer a jogada de preparação para outros jogadores finalizarem dentro da área. Não deu muito certo, tanto é que acabou substituído.
Mas enfim, não há o que reclamar. Depois de extirpar do currículo o medo da altitude e manter o padrão Roger Machado de jogar, o Grêmio (mesmo acomodado) venceu e aumentou a série invicta para 13 jogos. Chega em grande momento para encarar o Juventude pelas semifinais do Campeonato Gaúcho.

Na Serra Gaúcha, valendo uma vaga para a final, contra um adversário extremamente motivado; tenho certeza que o ambiente será outro, e a atitude dos jogadores também.

FOTO: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação
Originalmente publicado no blog do autor no Torcedores.com
 
Luis Henrique Rolim
Análises esportivas além das quatro linhas








 

 

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